A criança e o caso
O relato livre é a parte que mais pesa na análise: é dele que sai o comportamento-alvo observável. Descreva cenas, não conclusões. A hipótese diagnóstica não define o plano, mas indica o processo central que costuma manter o problema naquele quadro, e é isso que impede o plano de mirar no alvo errado.
Habilidades em déficit
Queixas amplas como "não lida bem com a frustração", "é desatento" ou "tem dificuldade com os colegas" descrevem o que se vê, não o que falta. Por trás de cada uma pode estar um déficit em habilidade social, uma capacidade sociocognitiva ainda não formada ou uma função cognitiva de base, e a intervenção muda inteiramente conforme o caso. É por isso que aqui você marca a habilidade específica, e não só a área geral: é ela que determina o recurso indicado no plano. Percorra os três domínios, escolha a classe e marque o que está em déficit. Você pode marcar itens de domínios diferentes, e este passo é opcional.
Contexto e histórico
Aqui está a explicação de por que o problema se mantém. O que a família faz depois do comportamento costuma ser o que o sustenta, e sem isso no plano o ganho da sessão não se transfere. O que já foi trabalhado evita repetir caminho que não funcionou, e os interesses da criança são o que torna o recurso possível de aplicar de verdade.